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O robô nosso de cada dia


Atenção!  Fique atento! Robôs podem estar agora mesmo dentro de sua casa, e com certeza você será diretamente afetado pela ação deles durante seu dia.

 

Longe de ser uma afirmação exagerada ou que deva gerar inquietação, a verdade é que eles podem, e deverá fazer seu dia  muito mais simples seguro e eficiente.

 

A palavra Robô traz a tona imagens de entes metálicos humanóides, tendo assumido na psique humana, desde seu surgimento, uma atração quase mística, e também, por força da literatura, cinema e televisão, a imagem ora de herói, ora  vilão. Assim eles têm sido várias vêzes retratados  com imprecisão, tendo disso nascido dai conceitos que tanto os abraçam como parceiros úteis, competentes e confiáveis do nosso progresso, quanto como um risco uma suposta ameaça de perda da nossa autonomia e domínio sobre o planeta.

 

Originário da palavra eslava "Robota" que significa "servidão, trabalho forçado", e que foi pela primeira vez empregada no sentido referente a uma máquina (ou mecanismo) em 1921, em uma obra do escritor Tcheco Karel Capek, o termo "Robô" define comumente dispositivos mecânicos, que se assemelham, em muitos casos a nós mesmos, e que são capazes de executar uma complexidade de tarefas úteis ao serem comandados ou programados com antecedência.

sonny.jpg

Contudo essa definição antropomórfica e até certo ponto estreita, e na verdade o termo também abrange quaisquer máquinas que trabalhem de forma autônoma ou por controle remoto sem necessariamente nenhuma característica  que lembrem as humanas no tocante a deslocamento, movimentação, atuação ou forma.

 

Os Robôs, ao longo do tempo, ganharam espaço na cultura através da literatura, do rádio principalmente do cinema e televisão, sendo ora retratados como maléficas presenças extra-terrestres, ora como amigáveis parceiros na exploração espacial.  Já foram retratados,  por exemplo, de forma a nos fazer sentir por eles terror (como no "Exterminador do Futuro"),  mistério ("O dia em que a terra parou"), amizade (Como nas séries "Guerra nas Estrelas" e "Perdidos no Espaço"), ternura (como na recente animação "Wall-e) e já  foram também mostrados como possíveis "insurgentes" contra seus criadores humanos, e ate como um inevitável "próximo passo" na criação humana de vida inteligente artificial, a exemplo do simpático andróide do filme "O homem centenário" com o ator Hobbin Willians, entre vários.

 

De grande influência na formação desses estereótipos foram o período de grande ebulição científica do século passado, com desenvolvimentos técnicos,  teóricos e práticos na área de eletrônica, física e ciências em geral, e também todas as repercussões de duas guerras mundiais, a posterior guerra fria e, principalmente,  a corrida espacial  decorrente desta, além de ter sido também, até certo ponto  relacionada em ficção ao fenômeno controverso dos chamados "discos voadores" ou "objetos voadores não-identificados", todos esses fatores fazendo surgir e crescer  na mídia de informação, entretenimento e ficção uma certa "confortável banalização" da imagem do robô junto a cultura e a sociedade..

 

Se por um lado o robô se firmou na nossa percepção como algo peculiar e até certo ponto misterioso para os não iniciados em tecnologia, a pesquisa cientifica e o desenvolvimento da área relacionada a criação, projeto e construção desse tipo de máquina deu  nascimento a  uma matéria especifica, a "Robótica", que se define como "a ciência ou tecnologia dos robôs, seu desenho, manufatura, aplicações, usos, etc."

 

Na verdade, controvérsias a parte, os robôs tem sido agentes de grande influencia nasmarvin-1.jpg transformações  e no progresso da humanidade, auxiliando o homem em áreas onde a sua atuação, devido a fatores físicos/ambientais, se torna arriscada, imprecisa ou meramente impossível.

 

Eles estão hoje presentes em inúmeros e imprescindíveis setores, tendo tido um desenvolvimento e uma popularização muito grande nas ultimas décadas e com o advento de avanços como a miniaturização da eletrônica e computação.

 

Mas não só em atuações aparentemente distantes do nosso dia-a-dia estão os robôs. Eles hoje em dia já limpam nossas casas, e ate entretêm e interagem com nossas crianças através de brinquedos altamente sofisticados, e têm, assim, ganhado uma imagem mais amigável e menos fria e ameaçadora do que no passado.

 

Os robôs foram e são parte integrante da automação e agilização do processo produtivo, e são imprescindíveis a indústrias como a automobilística (onde efetuam de montagem e soldagem a pintura), a de informática (por sua precisão na manipulação de peças, soldagem, corte, e instalação de elementos extremamente frágeis em ambientes esterilizados), e destaques  no seu emprego podem ser citados também  na medicina (através de operações e monitoramentos a distância), segurança pública (com robôs anti-bomba e de especializados em busca e salvamento, manipulação de materiais de risco biológico ou radioativo), bem como na militar  (com o emprego de armamento teleguiado, robôs armados e de reconhecimento de curta e longa distância terrestres/aéreo/marítimos, anti-explosivos, etc).

 

Com extremo sucesso robôs tem sido desde os primórdios empregados na área de exploração espacial, com várias sondas robóticas orbitais e "rovers" (robôs de pesquisa de superfície) enviados a vários planetas (com maior destaque da mídia, nos últimos anos,  para os enviados à Marte), luas, e ate mesmo para fora do sistema solar.  Também  projetos como o de  um robô de "manutenção" com características incrivelmente humanas para a estação espacial internacional.

 

Esse aspecto espacial da robótica e de extrema importância, haja vista que seu emprego abre caminho para futuras pesquisas tripuladas e permite a analise "in situ" de ambientes extremamente perigosos e atualmente vetados a pesquisa humana.

 

robocop.jpgEstas somente algumas das inúmeras áreas em que nossos amigos robóticos, que povoam nossa cultura com imagens tão complexas de admiração e de temor, exercem sua influência e oferecem suas capacidades aos seus "senhores" humanos. Com o passar do tempo e a ampliação de acesso a informação e as ciências, eles tem passado de algo amedrontador e frio a companheiros diários e até desejáveis das nossas vidas, o que, no entanto não elimina um temor básico humano: O do risco de que algum dia, com a concepção da inteligência artificial  e seu desenvolvimento desenfreado, nós venhamos a passar de senhores a escravos da nossa própria criação.

 

Pelo sim, pelo não, e interessante que essa possibilidade tenha sido explorada por autores e pensadores, e que dessa análise tenham surgido idéias como a concebida pelo escritor de ficção cientifica Isaac Azimov, com vasta obra baseada em assuntos cientifico/ficcionais como a robótica, de que quanto mais "humanizados" os robôs se tornem, leis "básicas" de salvaguarda da segurança humana sejam incorporadas as suas programações, a fim de permitir uma convivência pacifica e produtiva.
 
As três básicas propostas por ele nos seus textos seriam as seguintes:

1- Um robô não devera nunca ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano seja ferido;
2- Um robô deverá obedecer a ordens dadas por humanos, com exceção de quando essas ordens entrem em conflito com a primeira lei (coloquem em risco ou firam um ser humano);
3- Um robô deverá proteger sua existência até o ponto em que essa proteção não entre em conflito com a primeira e segunda leis.

 

Através dessas leis básicas, acreditam vários estudiosos do assunto, estaria assegurada a capacidade humana de interação com os robôs que venham a possuir sofisticação e capacidade autônoma próximas a nossa, sem que incidentes possam ocorrer.

 

O futuro da coexistência entre robôs e homens, no entanto, depende da nossa capacidade de criar, a despeito de nossas faltas humanas básicas, máquinas que sejam úteis, inteligentes e capazes de,  mais que servos, serem parceiros eficientes e confiáveis na nossa incessante busca pelo progresso.

 

Esperemos sermos capazes desse feito, haja vista que eles vieram para ficar.

 

Silva Neto




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